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PORTFÓLIO DIVERGÊNCIAS E CONVERGÊNCIAS NA FÉ

 

Curso: Bacharelado em Teologia

 

Semestre: 7º/8º

 

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DA SGA

A proposta de Produção Textual Interdisciplinar Individual (PTI) terá como temática um assunto relevante para a reflexão teológica: “Divergências e convergências na fé”. Escolhemos esta temática para possibilitar a aprendizagem interdisciplinar dos conteúdos trabalhados nas disciplinas deste semestre. A sua participação nesta atividade, junto ao seu grupo, é fundamental para que haja o pleno desenvolvimento das competências e habilidades requeridas para a sua atuação profissional na área da Teologia.

 

SITUAÇÃO GERADORA DE APRENDIZAGEM

DIVERGÊNCIAS E CONVERGÊNCIAS NA FÉ

Guerras sempre são eventos abomináveis que depõe contra a racionalidade humana, abrangendo não apenas aspectos políticos, senão também econômicos, conforme muito bem evidenciado na Guerra da Ucrânia, onde milionários (ou bilionários?) russos tiveram seus bens confiscados e a Rússia, por seu turno, busca estrangular a economia europeia por meio da contenção de suas commodities, deflagrando uma ameaçadora inflação, a qual repercute mundo afora. Talvez por isso, a guerra tenha sido considerada por Carl Von Clausewitz (1780-1831) “a continuidade da política por outros meios”; e o filósofo francês Benjamin Constant (1767- 1830) – não confundir com o homônimo militar e político brasileiro – afirmava que “a guerra e o comércio nada mais são do que meios diferentes para se atingir o mesmo fim”. Poderíamos concluir afirmando que a guerra é a maneira “legalizada” de uma nação, que se julga mais forte, saquear outra nação, por ela julgada, mais fraca. Além disso, a guerra pode servir para expor as nervuras das diferentes compreensões de mundo, indo além do âmbito político e econômico, e chegando a abranger também aspectos filosóficos e teológicos, conforme se constata no posicionamento atual das igrejas católica e ortodoxa nesse momento. É como se o mesmo Deus estivesse ao mesmo tempo a favor e contra a mesma realidade. E é justamente sobre isso que convidamos você a refletir: a Religião Cristã teve a sua base originária em Cristo, se tornando Religião Oficial do Império Romano em 391, e permanecendo una em boa parte da Idade Média, mas sofreu o seu primeiro cisma em 1054; na sequência temos a participação de Lutero, Zwinglio, Henrique VIII, Calvino e tantos outros reformadores e/ou líderes espirituais, que promoveram diferentes possibilidades de vivência da fé. A partir de então, por muito tempo, o diálogo entre as várias Igrejas Cristãs foi dificultado e, embora sob o mesmo Deus, eventos como A noite de São Bartolomeu, em 1572, demonstravam profunda intolerância, repercutindo, até mesmo, na deposição de monarcas que radicalizassem seus posicionamentos. Tanto extremismo acabou repercutindo em sentido oposto e levou pensadores iluministas a enfatizar a tolerância, o diálogo e o respeito às mais diversas manifestações de crença religiosa.

Hoje, a Filosofia Contemporânea, elenca, ao lado das clássicas virtudes como justiça, prudência, coragem e temperança, um rol de novas e fundamentais virtudes para uma vivência pacífica e acolhedora, tais como respeito, diálogo e tolerância. Visões totalitárias, sejam políticas, epistemológicas e, até mesmo, religiosas, ficam sempre sob suspeitas.

 

SITUAÇÃO-PROBLEMA

BABEL OU PENTECOSTES?

Um dos grandes emblemas da divisão, do egoísmo, do fechar-se ao outro, nos é apresentada por meio da figura da Torre de Babel, onde, de repente, as pessoas deixaram de se entender, houve confusão, caos, desordem e falta de um projeto coletivo bem guiado com vistas a um fim comum. Contrapondo-se a essa visão temos o Pentecostes, onde as divisões, o egoísmo e a individualidade são superados e dão lugar a um projeto único, promovendo, paz, serenidade e entendimento. Também na história de Israel, quando minuciosamente analisada, pode-se perceber que nos momentos em que o povo se uniu acabou se fortalecendo, houve progresso, paz e melhores condições de vida. Mas quando o povo se dividiu (um dos maiores exemplos pode ser a divisão promovida por Roboão e Jeroboão) acabou se enfraquecendo, sendo dominado, houve sofrimento, dor e morte. Talvez, justamente por isso, diabo signifique divisor.

PORTFÓLIO DIVERGÊNCIAS E CONVERGÊNCIAS NA FÉ

R$ 100,00Preço
  • GARANTIA DE NOTA MÁXIMA.

    Curso: Bacharelado em Teologia

    Semestre: 7º/8º

     

     

     

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